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Cenário da pandemia em Pernambuco dividem opiniões

A tendência de aumento de casos da Covid-19 em Pernambuco, observada desde a última quinzena de outubro, não configura uma segunda onda da doença, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). A pasta aponta que, apesar da ocorrência do que chama de "flutuação nos registros de casos suspeitos", os números da pandemia atingiram no mês passado os menores patamares desde abril deste ano.

Entre os indícios de uma nova aceleração dos casos, está a taxa de ocupação dos leitos de UTI da rede estadual de saúde, que vem oscilando em torno dos 80%. A SES, porém, refuta a análise levando em conta esse percentual. "Com índices baixos e menor disponibilidade de leitos, já que foram realizadas desmobilizações com o objetivo de evitar ociosidade, qualquer flutuação nos dados causa maior percepção nos indicadores da doença", explicou o órgão em nota.

O infectologista Bruno Ishigami, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), afirma que uma onda de Covid-19 pode ser caracterizada pelo aumento desenfreado de casos, como ocorreu no início da pandemia. "No Brasil e em Pernambuco, de uma forma geral, é difícil falar em segunda onda porque ficamos com a impressão que nunca saímos da primeira. Vejo mais como uma reagudização, ou seja, uma nova piora em cima do quadro que a gente já vem tendo. O meu medo é que essa piora volte a fazer novos picos como vimos em abril e maio."

Fonte: Folha de Pernambuco

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