Propaganda

Últimas Notícias

EUA têm recorde de casos diários da covid-19 e Europa ultrapassa 300.000 mortes


A Europa ultrapassou nesta sexta-feira(06) 300.000 mortes por covid-19 em um momento em que a pandemia está explodindo na região, como nos Estados Unidos, que registrou um recorde diário de infecções.

Enquanto aguarda ansioso os resultados definitivos da eleição presidencial, os Estados Unidos, o país com mais mortes no mundo pela pandemia com 234.876 óbitos, registraram um recorde de infecções na quinta-feira: mais de 120.000 casos em 24 horas, segundo uma contagem da Universidade Johns Hopkins, órgão de referência.

Em todo mundo, a pandemia já matou mais de 1,2 milhão de pessoas e provocou quase 49 milhões de casos, conforme balanço da AFP com base em dados oficiais.

O epicentro atual da pandemia está na Europa, onde se registra o maior número de contágios, ainda de acordo com balanço da AFP: mais de 11,9 milhões de casos, metade deles distribuídos entre Rússia, França, Espanha e Reino Unido. A covid-19 já tirou mais de 297.000 vidas no continente.

"Observamos uma explosão" de casos, destacou Hans Kluge, diretor da OMS para a Europa. "Em apenas alguns dias, houve um milhão de casos adicionais" na Europa, e "vemos também como a mortalidade está aumentando pouco a pouco", alertou.

O Velho Continente é a segunda área do mundo mais afetada pela pandemia, com 300.688 mortes no total (para 12.136.981 infecções), atrás da América Latina e Caribe (408.841 mortes, 11.490.126 casos), de acordo com os últimos Balanço da AFP.

Diante desta situação, a lista dos países europeus que continuam endurecendo as medidas cresce ainda mais.

A partir desta sexta-feira à noite e até 3 de dezembro, entrará em vigor um toque de recolher entre as 22h e 5h em toda Itália.

As escolas italianas de ensino médio recorrerão ao ensino a distância, os museus fecharão, e os shoppings e centros comerciais não abrirão nos finais de semana.

Lombardia, Piamonte, Vale de Aosta e Calábria foram declaradas regiões "vermelhas" e de "alto risco", e 16 milhões de italianos terão de respeitar um novo confinamento, apesar de menos rígido que o da primeira onda na primavera europeia (outono no Brasil).

Em Bérgamo, na Lombardia, várias centenas de pessoas, entre elas comerciantes, donos de restaurantes e alguns militantes de extrema-direita, protestaram nas últimas horas contra essas restrições e pediram "liberdade" aos gritos, antes de serem dispersados pelas forças de ordem.

"Há mais cansaço e desconfiança" do que no confinamento de março, admitiu o prefeito de Bérgamo, Giorgio Gori.

O Reino Unido, o país mais atingido na Europa, com mais de 48 mil mortos, decretou um reconfinamento na Inglaterra desde quinta-feira.

E Liverpool (noroeste) se tornou nesta sexta-feira a primeira cidade inglesa a testar todos os seus habitantes para o covid-19, mesmo que não apresentem sintomas.Mutação perigosa

A Dinamarca defendeu nesta sexta-feira sua decisão de sacrificar todos os visons do país - entre 15 e 17 milhões - após a descoberta nesses animais de uma mutação do coronavírus transmissível ao homem.

Essa cepa chamada "Cluster 5" e que já foi detectada em 12 pessoas, ameaça o desenvolvimento de uma vacina contra a covid-19.

“Estamos tomando as medidas necessárias e adequadas” diante de um desenvolvimento “preocupante”, declarou o chanceler Jeppe Kofod.

Diante de um risco de saturação de seus hospitais, a Grécia também decidiu se confinar a partir de sábado (7), por pelo menos três semanas.

Antes de sair de casa, os gregos deverão sinalizar por mensagem de texto o motivo e a hora da saída e esperar o sinal verde das autoridades, através do mesmo sistema.

Fonte: Folha de Pernambuco

Nenhum comentário