Últimas

6/recent/ticker-posts

Anti-inflamatório colchicina reduz o risco de complicações por covid-19, diz estudo

Um importante teste clínico mostrou que um medicamento anti-inflamatório chamado colchicina é eficaz no tratamento da covid-19 e reduz o risco de complicações da doença, revelaram médicos no Canadá.


Os resultados do estudo são uma “grande descoberta científica” e fazem da colchicina, medicamento usado no tratamento da gota, “o primeiro medicamento oral do mundo que poderia ser usado para tratar pacientes de covid-19 fora do hospital”, afirmou o Montreal Heart Institute (MHI) em um comunicado publicado na sexta-feira à noite.


Os resultados do estudo mostram que a colchicina reduziu o risco de morte ou hospitalização em pacientes com covid-19 em 21% em comparação com um placebo, disse o instituto.


O estudo foi realizado no Canadá, Estados Unidos, Europa e América do Sul entre uma população de 4.488 pacientes.


A investigação concluiu que em 4.159 desses pacientes, nos quais o diagnóstico de covid-19 foi confirmado por um teste de PCR nasofaríngeo, o uso de colchicina reduziu as hospitalizações em 25%. A necessidade de ventilação mecânica foi reduzida em 50% e as mortes em 44%.


A colchicina é eficaz na prevenção de síndromes inflamatórias perigosas chamadas “tempestades de citocinas” e na redução de complicações associadas à covid-19, explicou Jean-Claude Tardif, diretor do Centro de Pesquisa MHI e pesquisador-chefe deste estudo.


“Temos o prazer de oferecer o primeiro medicamento oral do mundo cujo uso pode ter um impacto significativo na saúde pública e potencialmente prevenir complicações da covid-19 para milhões de pacientes”, disse Tardif.


O estudo foi conduzido entre pacientes de covid-19 que não estavam hospitalizados no momento da inscrição no estudo. Eles também tinham pelo menos um fator de risco para complicações do vírus.


“Este é o maior estudo do mundo testando um medicamento administrado por via oral em pacientes de covid-19 não hospitalizados”, concluiu o instituto.


Fonte: Portal ISTOÉ

Postar um comentário

0 Comentários