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Ex-secretário do governo Dilma, Diogo Sant'ana morre eletrocutado, em Florianópolis

Foto: Reprodução

Diogo Sant'ana, ex-secretário executivo da Secretaria Geral da Presidência da República durante o governo de Dilma Rousseff, morreu no dia 31 de dezembro, aos 41 anos, ao encostar em uma grade eletrificada em uma praia de Florianópolis. O advogado deixa dois filhos e grandes amigos. O velório e o enterro acontecerão no cemitério Gethsêmani, em São Paulo, a partir das 10h30.


Em nota, o ex-presidente Lula disse: "O nosso futuro perde uma pessoa com inteligência, conhecimento, ética e comprometimento com as causas sociais, com um Brasil que precisamos reencontrar nesses tempos difíceis". 


"A morte do companheiro Diogo Sant'ana priva o Brasil de um dedicado militante da causa dos direitos humanos e um brilhante advogado", disse Dilma, em nota. "Era indispensável, pela sua competência, cultura, dignidade e generosidade. Sua morte trágica, ainda tão jovem, entristece a todos nós, que tivemos o privilégio de conviver com ele."


No bairro do Socorro, na periferia da zona sul de São Paulo, Diogo Sant'ana foi criado apenas pela mãe, uma professora de história que morreu quando ele tinha 23 anos. Não conhecia o pai. A despeito de tudo, formou-se em direito pela USP (Universidade de São Paulo), onde também concluiu seu doutorado.


Em sua carreira como advogado, atuou nos setores público e privado. Mudou-se para Brasília e, no Senado, foi secretário parlamentar. Durante os governos de Lula (2003- 2010) e Dilma Rousseff (2011-2016), trabalhou no gabinete da Presidência da República, na Secretaria Geral do Governo e na Casa Civil.


Após deixar Brasília, mudou-se para os EUA com a então esposa, Lívia, onde aprendeu inglês. Nesse período, concluiu o mestrado em administração pública pela Universidade Harvard.


De volta ao Brasil, começou a trabalhar como sócio no escritório de advocacia de Vinícius Marques de Carvalho, ex-presidente do Cade. Amigos de longa data, os dois se conheceram no movimento estudantil da USP.


Entre as memórias compartilhadas entre eles está o jogo histórico da Copa do Mundo, em Belo Horizonte, no qual a seleção brasileira de futebol foi derrotada pela Alemanha por 7 a 1. Vinícius conta que, enquanto o Brasil já perdia de 5 a 0 e a multidão no estádio parecia desolada, Diogo ainda tinha esperanças. "Ele gritava, tentava colocar o time pra frente, falava que dava para virar. Era uma pessoa que nunca teve limites para se doar às causas que defendia."


Diogo passou a maior parte da carreira no setor público. Foi lá que se aproximou de movimentos sociais. Atuava nos Núcleos de Acompanhamento de Políticas Públicas da Fundação Perseu Abramo e como advogado do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis. 


"Aos seus olhos, tornamo-nos gente, agentes detentores de justiça, cidadãos na plenitude da palavra", diz nota da associação.


Fonte: Folha de Pernambuco

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