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Chuva forte causa estragos e invade casas em Camaragibe, Região Metropolitana do Recife

Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Em Camaragibe, Região Metropolitana do Recife, a água das chuvas fortes que caiu na madrugada de segunda-feira (15) invadiu casas, derrubou portões e muros, arrastou móveis pelas ruas e deixou moradores aflitos. No bairro de Alberto Maia, a chuva começou a provocar estragos às 4h e já preocupa a população sobre como deve ser nos próximos meses.

A casa de Cristina Carneiro teve o portão arrancando pela força da água. Ela mora com os filhos no imóvel em que também trabalha como boleira. A filha mais velha, Suzana, mora em uma casa no mesmo terreno. A casa de Suzana foi alagada até o teto e, sem conseguir entrar na casa até a manhã desta segunda, ela garantiu que perdeu tudo. 

“Há cinco anos que vou na prefeitura, no Ministério Público e tento alertar sobre isso. A gente sabia que isso aconteceria. Agora caiu um muro atrás, a gente se preocupa com nossa segurança. Já tinha enchido antes, mas, como foi dessa vez, nunca tinha acontecido na vida. A casa da minha filha encheu até o teto e ela perdeu absolutamente tudo”, narrou Cristina, que mora na mesma casa há 36 anos.

Também na mesma avenida mora Gildo Santana. Ele divide um terreno com o irmão, que mora nos fundos e os pais, que vivem na casa do térreo. “Minha mãe tem 80 anos e meu pai tem 81 anos. Fomos surpreendidos essa noite pela chuva. Perdemos tudo, não tem mais nada em casa”, contou. 

Gildo estava acompanhado da família na tarefa de limpar a lama que havia entrado em casa. “Todos filhos, irmãos. Todo mundo parou tudo. Agora, a gente paga nossos impostos”, contou. Gildo atribuiu os estragos à tubulação do bairro, que não foi concluída.

“Faz tempo que a gente alerta a prefeitura e a resposta era sempre de que não ia acontecer. Piorou quando construíram essas casas na trilha do metrô. Aqui a gente paga IPTU certinho. Prejuízo na minha casa, no meu trabalho. Era meu pão de cada dia”, disse a moradora Márcia Mônica, que mora com filhos e o marido. Ela perdeu quase tudo em casa e o trabalho, pois tem uma loja de utilidades no quintal de casa, que também foi invadida pela água.

Fonte Folha de Pernambuco

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