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'Achei que não iria escapar', diz sobrevivente de ataque de tubarão na praia de Piedade

Foto: Reprodução/TV Globo

"Eu fiquei muito aflito, todo mundo acha que vai morrer. É raro você sobreviver a um ataque de tubarão. Achei que não iria escapar, mas acho que a adrenalina do corpo estava muito alta e a vontade de sobreviver foi muito forte, então, consegui sair."


O relato é do despachante Everton dos Reis Guimarães, de 32 anos, que sobreviveu a um ataque de tubarão na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. O incidente ocorreu no dia 25 de julho e ele foi mordido na coxa esquerda e nas nádegas


Ele foi atacado 15 dias depois que um homem de 51 anos morreu após também ser mordido por um tubarão, no mesmo local, perto da Igrejinha de Piedade. Esse trecho da praia, onde foram registrados 13 casos desde a década de 1990, foi interditado depois dos dois ataques.


Éverton teve alta na quinta-feira (5), após ficar 12 dias internado no Hospital da Restauração, no Centro do Recife. Ainda de acordo com ele, a recuperação deve ser demorada, pois são necessários cerca de cinco meses para que ele possa voltar a pisar firme no chão.


O despachante disse que lembra ter passado aproximadamente dois minutos na água, no raso, quando ocorreu o ataque. Foram duas mordidas do tubarão.


"Ele veio pela lateral. Eu não tinha visto ele chegando perto, antes. Assim que me virei para voltar para a areia, recebi o ataque. Quando percebi que estava sendo atacado, consegui atingir ele. Acho que ele me soltou por causa disso, agradeço a Deus. Foi quando eu pulei a primeira vez, para a frente. Ele ainda voltou para dar o segundo ataque, que pegou na perna direita, mas não feriu muito, só deu três pontos no corte", afirmou


Desde 1992, quando começaram a ser registrados os ataques no litoral pernambucano, foram notificados outros 67 incidentes com tubarão em Pernambuco. Os dados são do Comitê Estadual de Monitoramento (Cemit). Ao todo, houve 26 mortes, nesse período.


Éverton caminha com dificuldade após o ataque. A lesão na parte posterior da coxa esquerda e nas nádegas foi extensa. Os curativos são diários e atividades que antes pareciam simples para ele, como sentar, agora precisam de muita atenção.


"Eu vi que era algo muito enorme. Quando eu olhei, que consegui atingi-lo, vi o rabo balançando muito distante de mim, então, era muito grande. No hospital, fizeram a medida da mordida e chegaram à conclusão de que ele tinha 2,10 metros", declarou.


Ele contou que não costumava frequentar aquela área da praia. Éverton, que sempre gostou do mar acredita que vai conseguir voltar a frequentar a praia, mas nunca mais numa área de risco de ataques de tubarão.


"Entrei com água até na cintura, estava me banhando com as mãos mesmo, não cheguei nem a mergulhar. Foi na hora que eu estava saindo que recebi o ataque. Realmente, era para ser proibido o banho ali e, graças a Deus, está. Espero que nunca abram aquilo ali para banho, porque realmente não é um lugar bom para se tomar banho", disse.


O despachante afirmou que o apoio do Corpo de Bombeiros foi fundamental. Eles contraíram o ferimento para evitar que ele perdesse muito sangue até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).


"Só de estar aqui é um alívio, com minha família. É crucial na recuperação ter o carinho da família, ajuda dos parentes. É sensacional. Foi feita uma cirurgia assim que eu cheguei, de urgência, e depois vou passar por plásticas, para aperfeiçoar o ferimento", afirmou.


Da redação do Blog Brejo Notícias

*Com informações do G1 Pernambuco

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