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Vacina nasal contra a covid-19 tem resultado positivo em roedores

As vacinas são a única forma de combater a pandemia e conter o avanço da covid-19. Mas existem muitas pessoas que ainda são relutantes a ideia. Seja por medo das reações adversas, seja por acreditar em correntes de fake news, mas a verdade é que, para muita gente, o ato de relaxar o braço pra vacina é muito custoso.


Pensando nesses casos, mas também em uma série de outros fatores, pesquisadores tem investido em desenvolver uma vacina nasal. A vacina, neste caso, seria aplicada diretamente no nariz do paciente. Sem agulhas, sem dor no braço, somente uma inalada em uma bombinha de aplicação. Já pensou?

Por mais surpreendente que pareça, a vacina em outras formas não deveria ser novidade para brasileiros. Aliás, mundo afora, de qualquer forma. Quem nunca, no Brasil, se deparou com o célebre Zé Gotinha? A nossa figura que representa os imunizantes em gota, aplicado em crianças pequenas. Qual adulto não experimentou o trauma de esperar pelo Zé Gotinha e acabar tomando uma agulhada no braço?

Brincadeiras a parte, vacinas em outros formatos, não injetáveis, já são uma realidade. O estudo da vacina nasal foi desenvolvido por pesquisadores da Lancaster University. Segundo o estudo, publicado no iScience, a vacina se da por aplicação de duas doses, por meio inalatório. E a melhor parte é que o imunizante tem tido bons resultados entre roedores.

A covid-19 é uma doença de origem respiratória, então faz até mais sentido que as vacinas sejam inalatórias, ao invés de intramusculares. No entanto, as vacinas intramusculares são muito mais comuns e possuem sistemas de um conhecimento muito mais amplo. Ainda assim, algumas poucas Instituições continuaram as pesquisas, como é o caso da Universidade de Lancaster, e agora começam a colher os resultados.

AS VANTAGENS DA VACINA NASAL

Segundo o artigo publicado no jornal iScience,  duas doses da vacina intranasal desenvolvida na Lancaster University deu aos hamsters proteção completa contra infecção pulmonar e inflamação de várias variantes do SARS-CoV-2. A mesma vacina já havia se mostrado segura e produzia uma resposta imune encorajadora em camundongos, sem testar seus níveis de proteção para eles.

Uma das maiores vantagens da vacina, observada por seus desenvolvedores, é o potencial de reduzir praticamente a 0 o potencial de contaminação. Isto é, os vacinados mesmo ao contrair a doença não seriam capazes de transmiti-la. “Depois de administrar a vacina no nariz dos hamsters e depois infectá-los com SARS-CoV-2, não encontramos quase nenhuma replicação do vírus nos pulmões e na lavagem nasal desses animais”. declarou o Dr. Muhammad Munir, em um comunicado.

Os testes de Lancaster, realizados em conjunto com o Texas Biomedical Research Institute, portanto levantam a possibilidade de que as vacinas intranasais possam fazer um trabalho melhor na prevenção da transmissão, desde que os resultados possam ser replicados em humanos.

Além do resultado positivo, outros dados estimulam a pesquisa. A produção da vacina seria mais barata do que as já praticadas atualmente e também exigiriam menor refrigeração. A expectativa dos pesquisadores é também a de que as pessoas apresentem menor resistência a imunizante inalatório.

Da redação do Blog Brejo Notícias
*Com informações do Portal Site de Curiosidades 

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