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Após pedido de divórcio, pai provoca queimaduras em seu próprio filho de 4 anos

Foto: Reprodução/ Pixabay

Um garoto de quatro anos sofreu queimaduras extensas após uma explosão supostamente provocada por seu pai. Segundo informações, o homem teria ameaçado “matar ou machucar” a criança caso sua esposa pedisse o divórcio.


Conforme notícia publicada pelo The Mirror, o pequeno Emin Devletov foi vítima de uma explosão provocada pelo próprio pai, como forma de vingança após sua mãe dar início ao processo de separação.


Edie Devletova, de 26 anos, estava se separando de Edem Devletov, de 43 anos, quando o homem realizou diversas ameaças à segurança do filho do casal.


Segundo relatos, Edem teria sequestrado o menino e o levado até uma área florestal na Crimeia, onde utilizou um cilindro de gás para provocar a explosão. Diante do ocorrido, Edie foi a público informando que a polícia não havia considerado as ameaças a ela e a seu filho.


“Meu ex-marido tirou meu filho de mim à força, depois me chantageou e intimidou com violência. Ele fez tudo como disse, explodiu um cilindro de gás depois de levar nosso filho para a floresta”, declarou Edie.


Além de ser acusado de provocar a explosão que feriu gravemente a criança, o homem também foi acusado de esperar por dois dias antes de deixar o menino com seus parentes para que recebesse tratamento hospitalar adequado.

Pai provoca queimaduras em seu filho de 4 anos

Emin está recebendo tratamento hospitalar especializado em Simferopol, local onde seu pai também está sendo tratado de queimaduras decorrentes da explosão. O homem está no hospital sob guarda policial armada.


Na busca por justiça, a mãe do menino recorreu às redes sociais. “Esta pessoa com quem morei por cinco anos se vinga de mim por causa do divórcio e representa uma grande ameaça aos meus filhos. Com medo eu suportei violência por cinco anos, agora este homem não me deixa em paz”.


A mulher afirmou ter feito diversas declarações à polícia sobre as ameaças, chantagens, fotos íntimas não solicitadas, espancamento e humilhação. Apesar de suas denúncias, ela alega que a polícia não agiu.


Segundo Edie, em janeiro seu marido ameaçou pular de um penhasco com seu filho mais velho. “Eles são meus filhos e lutarei por eles até meu último suspiro, custe o que custar. Eu realmente espero que os policiais consigam por um fim nisso”.


O Comitê de Investigação Russo confirmou que Emin estava em um centro médico com queimaduras nos membros e rosto. Ele teve 13% do corpo atingido pelas queimaduras. Segundo um comunicado do Comitê, a situação do garoto é estável e ele não corre risco de vida.


Na última semana, um processo criminal por tentativa de homicídio de uma criança e “tortura” de uma mulher foi aberto contra o homem, que permanece hospitalizado sob escolta policial.


Para Alena Popova, chefe do grupo Ty Ne Odna (Você não está sozinha), as autoridades policiais agem somente após a ocorrência dos atos de violência. “Leis sobre a proteção de vítimas de violência doméstica foram adotadas em 156 países, mas não na Rússia. Exigimos a adoção de uma lei para proteger as vítimas. Até este ponto, parlamentares, senadores e funcionários são cúmplices de todos os assassinatos e destinos modificados como resultado da violência doméstica”, afirma Alena.


Da redação do Blog Brejo Notícias

*Com informações do Portal Metro

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