quinta-feira, março 31, 2022

Asteroide potencialmente perigoso passará próximo da Terra nesta sexta-feira (01)

Foto: Pixabay

O asteroide 2007 FF1 fará sua maior aproximação com a Terra nesta sexta-feira (1º), às 18h35, no horário de Brasília. Durante o sobrevoo, a rocha espacial passará à distância de 7,4 milhões de quilômetros de nosso planeta, o equivalente a quase 19 vezes a distância média entre a Terra e a Lua. Apesar de ser um asteroide potencialmente perigoso, a passagem não nos oferecerá riscos.


Descoberto em março de 2007, informações do Laboratório de Propulsão a Jato, da NASA, e da União Astronômica Internacional apontam que o asteroide tem diâmetro entre 110 e 260 m. O 2007 FF1 tem período orbital de 648 dias e, como sua trajetória ao redor do Sol cruza com a da Terra, ele é considerado um asteroide da classe Apollo.


Este registro foi capturado remotamente pelo telescópio Elena, do projeto Virtual Telescope, quando a rocha estava a cerca de 11,6 milhões de quilômetros de nós, viajando lentamente.


Asteroide potencialmente perigoso

Apesar de a passagem não nos oferecer riscos, este asteroide é considerado potencialmente perigoso (ou "PHA", na sigla em inglês), classificação dada a asteroides com órbitas que os levam para menos de 7,5 milhões de quilômetros da Terra e com brilho que indica 100 m de diâmetro, no mínimo.


Hoje, mais de mil destes objetos já foram identificados. Vale lembrar que o nome "potencialmente perigoso" não indica que eles vão, de fato, atingir a Terra, mas sim que podem ocorrer mudanças em sua órbita, aumentando o potencial para se chocar com nosso planeta.


Além disso, esta é a primeira evidência que confirma que o asteroide sobrevoará a Terra conforme previsto em modelos anteriores. O sobrevoo que acontecerá nesta semana é o mais próximo já realizado pelo 2007 FF1 desde que ele foi descoberto — em agosto de 2020, o asteroide passou pela Terra à distância mínima de 17,3 milhões de quilômetros, e retornará para uma nova visita em 2037, quando estará a cerca de 7,9 milhões de quilômetros de nós.


Fonte: Via: Virtual Telescope, Live Science

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