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Incêndio de grandes proporções atinge palafitas no Pina, na Zona Sul do Recife

Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

Um incêndio atingiu palafitas, na tarde desta sexta-feira (6), localizadas à beira da Bacia do Pina, na Zona Sul do Recife.


O fogo toma conta da área localizada próximo à avenida Antônio de Góes, nas proximidades da Ponte Paulo Guerra, que liga o Pina ao Cabanga. 


Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco foram acionados por volta das 16h15. Segundo nota enviada pela corporação, inicialmente três viaturas de combate a incêndio seguiram ao local. Em seguida, mais sete viaturas reforçaram a ação. Ao todo, dez viaturas foram encaminhadas, sendo seis de combate a incêndio, duas de resgaste e duas de comando operacional.


"Não há registro de vítimas socorridas pelas equipes dos Bombeiros.O incêndio já está controlado e as equipes trabalham combatendo os pequenos focos e no resfriamento do ambiente", diz o comunicado.


A cabeleireira Thamiris Kelly Araújo, de 20 anos, mora com o seu filho em uma das palafitas. Segundo ela, tudo foi destruído. "A gente viu o fogo pegando, e todo mundo saiu correndo. Foi a maior agonia e perdemos tudo. O fogo atingiu a nossa residência. Acabou tudo. É muita tristeza, muitas famílias perderam tudo, não teve como recuperar nada".


"A gente espera que a prefeitura venha, dê alguma esperança. Até porque já vieram, fizeram os cadastros, inclusive eu tenho, e a gente espera que ele agora dê força", acrescentou.


Emocionada, Adriana Otaviano, de 37 anos, disse que o filho dela tem um espaço na comunidade e que tudo foi destruído. "É triste porque as pessoas já não têm onde morar, vem morar na maré, junto com rato, com chuva, barraco balançando. Aí constroem as coisinhas para do nada acabar, em meia hora acabar tudo. É triste, é triste mesmo. A gente conhece muita gente daí, a gente sabe que muitos não têm nada, só tinham mesmo o barraco para se prevenir do sol e da chuva. Chegar em casa e não ter mais nada, é triste". 


Maria das Graças, de 46 anos, também tem um filho morador da comunidade. "Tinha tudo, a caminha que a pessoa arruma por aí, um fogão velho e acontece uma coisa dessa. E agora? A pessoa vai pra onde se não tiver família. Pegou fogo em tudo. Isso é de partir o coração. Tanta criança, tanto idoso que tem aí", destacou.


Fonte: Folha de Pernambuco

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