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Novo tipo de dengue mais disseminado no mundo é detectado no Brasil pela 1ª vez

Foto: Reprodução/ Pixabay

A Fiocruz e a Secretaria de Saúde de Goiás confirmaram o primeiro caso, no Brasil, do tipo mais transmissível da dengue, muito raro em toda a América.


A nova linhagem da dengue contaminou um paciente de Aparecida de Goiânia. É o segundo registro nas Américas, o primeiro é de 2020, no Peru.


Pesquisadores publicaram os dados em um site destinado à comunidade científica, que permite a divulgação rápida de resultados. O estudo agora será revisado por outros cientistas.


“Antes que inicie uma pandemia, um surto. Então, por isso, que estamos fazendo isso”, diz Luiz Alcântara, pesquisador da Fiocruz.


O vírus da dengue possui quatro sorotipos, e cada um pode ser subdividido em diferentes linhagens. O genótipo cosmopolita, identificado em Goiás, é uma das seis linhagens do sorotipo 2.


Ele é considerado o mais transmissível do mundo, com registros em países da Ásia, Pacífico, Oriente Médio e África. E agora, pela primeira vez, no Brasil.


A identificação foi feita no setor de sequenciamento do Laboratório Central de Saúde Pública de Goiás, em una parceria com a Fiocruz. No mês de fevereiro, foram analisadas 52 amostras de soro de pacientes de todo o estado. Dessas, 26 eram do tipo 2 da dengue, e entre elas, uma era da linhagem cosmopolita.


"Ela pode fazer com que o organismo da pessoa tenha uma doença mais exacerbada, principalmente com diminuição de plaquetas. A pessoa pode ter derrame pleural no pulmão de uma forma mais exacerbada. Então, sintomas que já são conhecidos de dengue, mas potencializados, vamos dizer assim", diz Flúvia Amorim, superintendente em Vigilância em Saúde de Goiás.


Os pesquisadores comunicaram o resultado dos exames às vigilâncias epidemiológicas de Goiás e de Aparecida de Goiânia. O paciente era um homem de 57 anos, que já se recuperou completamente. As autoridades em saúde afirmam que a nova linhagem não tem relação com o grande número de casos de dengue registrados em Goiás. Outras análises serão feitas em junho para ver se houve novas contaminações.


“Nós temos o alerta, não temos o problema instalado. O alerta serve para que nós tenhamos condições de tomar as medidas adequadas em tempo oportuno e garantir que os serviços estejam preparados em todas as áreas. Desde limpeza urbana, até o atendimento clínico, passando pelo laboratório, mas que todas as áreas estejam preparadas, de forma que a gente possa atender adequadamente a população do nosso estado”, explica Vinicius Lemes, diretor do Laboratório Central de Saúde Pública de Goiás.


Fonte: G1 Jornal Nacional

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