Preço médio da gasolina tem queda de 15% em Pernambuco em quatro semanas, aponta ANP

Foto: Reprodução/EPTV

O preço médio da gasolina em Pernambuco teve uma queda de 15,07% nas últimas quatro semanas, segundo uma pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP). No caso do etanol, o mesmo levantamento apontou redução de 3,77% no período.

A sanção da lei estadual que reduz de 29% para 18% a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, somada à redução do valor da gasolina vendida às distribuidoras pela Petrobras na quarta-feira (20), ajuda a explicar os preços.

Em Pernambuco, um decreto, em vigor desde o dia 5 de julho, já havia mudado a forma de cálculo do imposto, o que ajuda a explicar a redução. A nova lei estadual sobre ICMS entrou em vigor no dia 15 de julho.

Segundo a ANP, o preço médio do litro da gasolina comum no estado era de R$ 6,20 na semana encerrada neste sábado (23). O valor era de R$ 7,20 no período de 26 de junho e 2 de julho; o que representa uma redução de 15,07% em quatro semanas.

No Recife, o preço médio no período foi de R$ 7,21 para R$ 6,08, uma redução de 15,67% em quatro semanas.

A cidade com a gasolina comum mais barata nesta semana foi Caruaru, no Agreste, com o litro custando, em média, R$ 5,93. Já o valor médio mais alto, R$ 7,43, foi registrada em Araripina, no Sertão. Ao todo, a pesquisa consultou 17 municípios

Em relação ao etanol, também houve uma redução nos preços, menor do que a constatada na gasolina. Nas últimas quatro semanas, o valor médio do combustível recuou de R$ 5,83 para R$ 5,61, uma diminuição de 3,77%. Na capital, o preço médio do litro é de R$ 5,56.

Para quem precisa abastecer com frequência, a diminuição do valor da gasolina representou um alívio. Em alguns locais da capital, neste sábado (23), era possível encontrar o litro a R$ 5,79.

O motorista de aplicativos Ivanildo José da Silva contou que se viu obrigado a colocar gás no carro para poder rodar e garantir algum lucro. "Há R$ 5,99, ainda dá para rodar. Mas chegou a R$ 7,50. Tive que pegar empréstimo e fazer a conversão", contou.

Há quem espere que o preço caia ainda mais, como o empreendedor Everson Iago. "A gente não saía mais por causa da gasolina. Até a passagem do ônibus aumentou, está tudo caro", afirmou o empreendedor.

Para quem olhar o preço do álcool e tiver dúvida de qual combustível colocar, o economista Rubens Maurício dá a dica. "Se o valor do álcool estiver 30% mais barato que a gasolina, vale à pena", avisou.

As mudanças na tributação dos combustíveis em Pernambuco foram anunciadas pelo governador Paulo Câmara (PSB) no dia 4 de julho. Elas atendem à lei federal 194, que cria um teto para o imposto no Brasil.

A mudança, feita no ano eleitoral, prevê que o diesel e a gasolina, antes vistos como supérfluos, sejam classificados como "essenciais". Assim, a alíquota máxima para esses produtos não pode ser superior a 18%.

Pernambuco e outros 11 estados moveram uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a norma, no dia 22 de junho. Na ação, os governadores argumentaram que o ICMS é um imposto estadual e, por isso, a União estaria interferindo em uma competência dos estados.

Outro argumento dos governadores é que a legislação prejudica a arrecadação dos estados, mas não resolve o problema do aumento dos preços dos combustíveis, que seguem as oscilações do mercado internacional.

Em Pernambuco, o governo estadual estima que vai deixar de arrecadar R$ 4 bilhões por ano com a redução, o que terá impacto no financiamento de serviços públicos.

Fonte: G1 Pernambuco

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